Petrobras, inimiga do Brasil
- Clésio Andrade
- 20 de jun. de 2022
- 3 min de leitura
Era para ser uma fonte de riquezas e de desenvolvimento, mas a Petrobras se transformou numa grande e gorda sanguessuga que só dá decepções e prejuízo ao povo brasileiro.
A empresa custa caríssimo ao contribuinte enquanto oferece altos lucros e vida boa a um pequeno grupo de acionistas e funcionários indiferentes à pobreza em que vive a maior parte da população.
Chega! A Petrobras deve ser dividida em 5 empresas e privatizada imediatamente para que o Brasil saia do poço sem fundo do desrespeito, da inflação, do atraso e da miséria.
Só a ganância e a ausência total de compromisso com o interesse público podem explicar a insistência da Petrobras em manter sua política de dolarização dos preços dos combustíveis.
A empresa é uma das maiores produtoras de petróleo do mundo e tem um dos mais baixos custos de extração de óleo bruto. Com exceção de alguns equipamentos importados, seus maiores custos, como salários, insumos, pesquisa e desenvolvimento, são cotados na moeda brasileira.
Se paga tudo em real, nada justifica a Petrobras cobrar do povo em dólar. Essa política só interessa a uma minoria privilegiada, como os caros e ineficientes funcionários, além de alguns investidores e acionistas, muitos deles estrangeiros.
Do outro lado, bancando todos os privilégios, estão os trabalhadores, os caminhoneiros, os transportadores em geral e os produtores agrícolas, que produzem riquezas e trazem o alimento à nossa mesa.
Uma empresa estatal que paga em real e cobra da sociedade em dólar é desonesta e insensível. A verdade é que a Petrobras engana e explora o povo brasileiro.
Há outras distorções. Como pode uma empresa que detém o monopólio definir os seus próprios preços? Isso, sim, é mamata. O controle de preços dos combustíveis tem que ser feito pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, do mesmo jeito que ocorre em outros setores, como energia e telecomunicações.
Nada justifica a indiferença da Petrobras em relação aos males que sua política de preços está causando aos transportadores e a todos os brasileiros. Se já não serve aos interesses do povo, o certo e justo é que a Petrobras seja vendida e vá enfrentar a concorrência do mercado.
Além de privatizar, o governo deve urgentemente abrir o mercado de petróleo. O subsolo pertence à União e deve ser gerido pelo governo para aumentar a concorrência e reduzir preços. Chega de monopólio predador.
Outra medida fundamental é a adoção de uma política de subsídio do preço do diesel bancada pela gasolina. O motivo é simples. O que move a economia brasileira é o óleo diesel, combustível do transporte rodoviário por meio do qual transita praticamente toda a riqueza nacional.
Se o diesel tem preço justo e acessível, toda a cadeia produtiva nacional se movimenta. Os insumos chegam mais rápido e com menos custos ao campo e à indústria. As empresas podem produzir mais e gerar mais empregos, o que aquece a economia e estabiliza os preços, reduzindo a inflação e pobreza.
O preço do diesel tem impacto direto no desenvolvimento e na qualidade de vida de todos os brasileiros. Portanto é ele que deve estar no centro das decisões sobre política energética e de transporte.
Para o Brasil crescer, o governo deve privilegiar o diesel em todos os aspectos: desde a criação de incentivos para reduzir a produção de pequenos motores e veículos, passando pelo fortalecimento do transporte rodoviário de carga, até chegar à composição justa e equilibrada dos preços nas bombas.
A nova política de Estado para o setor de combustíveis descrita acima vai colocar o interesse coletivo e o desenvolvimento do país na frente dos interesses particulares.
Essas mudanças começam com a privatização da Petrobras, que há muito tempo abandonou o compromisso com o bem comum e e se tornou uma verdadeira inimiga do nosso país.
Livres do monopólio e dos abusos da Petrobras, podemos abrir novos caminhos para o progresso e o desenvolvimento do Brasil e dos brasileiros.
Se vivemos em real não podemos pagar em dólar.
Clésio Andrade, empresário, empreendedor social, foi vice-governador de Minas Gerais, ex-senador, ex-presidente da CNT - Confederação Nacional do Transporte e fundador do SEST SENAT



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